19 de junho de 2013

NOTÍCIAS

01/05/2012

Notícia do STJ sobre impenhorabilidade de bem de família

Entendimento da 3ª Turma do STJ no sentido de que o bem de família protege a entidade familiar e não o devedor

 

Achei bem interessante a Decisão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça entendendo que o bem de família protege a entidade familiar e não o devedor, não podendo tal bem ser dado em garantia de dívida exceto conforme previsto expressamente na lei, pois é  indisponível e irrenunciável.
A Decisão foi noticiada no site do STJ com o título "Impenhorabilidade de bem de família é indisponível e prevalece sobre garantia contratual". Abaixo cópia da notícia, leia e se quiser, faça seu comentário.
"A impenhorabilidade do bem de família protege a entidade familiar e não o devedor. Por isso, é indisponível e irrenunciável, não podendo tal bem ser dado em garantia de dívida exceto conforme previsto expressamente na lei. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
No caso, uma pequena propriedade rural (menor que o módulo da região) pertence a aposentado rural que trabalha nela com sua família, tirando dali o sustento de todos. O imóvel foi dado em garantia em acordo extrajudicial homologado posteriormente, pelo qual o aposentado figurou como garantidor solidário da obrigação de seu genro. 
O próprio aposentado propôs ação anulatória, alegando vício de consentimento – o acordo foi assinado sem a presença de advogado. A pretensão foi acolhida apenas para afastar a penhora do bem, sem reconhecer o vício de vontade nem abuso das cláusulas contratuais. A credora então recorreu ao STJ. 
 
Hipoteca 
 
Para a credora, o bem imóvel oferecido em garantia seria penhorável por configurar renúncia ao direito patrimonial de impenhorabilidade. No caso, deveria ser equiparada à hipoteca do imóvel, já que a penhora visava garantir o uso de máquina de plantio para produzir rendas. 
O ministro Sidnei Beneti, porém, afastou a pretensão da credora. Para o relator, não se pode expandir as exceções legais de impenhorabilidade do bem para outras hipóteses que não a execução hipotecária. 
“Ora, tratando-se de norma de ordem pública, que visa à proteção da entidade familiar, e não do devedor, a sua interpretação há de ser restritiva à hipótese contida na norma”, afirmou. 
Beneti acrescentou que, no caso específico da pequena propriedade rural, a proteção é também constitucional, de modo que a exceção à impenhorabilidade do bem de família prevista em lei não pode prevalecer." 


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